luto com briga,
apanho nas vozes,
não desisto em mente,
sigo sempre em frente.
sou eu vivendo a vida,
sou eu sofrendo o mundo,
sou eu vencendo tudo,
todos 'eus' são invencíceis.
amei num olhar,
amor pela vida,
cresci e vivi,
sou um vim, vi e venci!
ninguém dobra o mundo,
ninguém vence tudo,
mas pertence ao mundo,
nosso cada segundo.
aos céus respondi,
ao deus decidi,
minha sorte temente,
é só minha e só.
se um dia vivi,
se um dia venci,
foi somente na luta,
que em mérito vi.
se um dia perdi,
se um dia aprendi,
meus erros felizes,
todos que cometi.
vivo cego
vivo louco,
amei por certo que pouco,
perdi um tudo e um pouco.
mas vivo e sigo,
vivo louco,
vivo pouco,
vivi como anjo torto!
se a vida é uma batalha,
certamente que lutei,
de certas guerras que ganhei,
amei menos que sonhei...
sábado, 26 de novembro de 2011
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
tristonho
encosta-me calma,
doce fatalidade,
crua e nua de todo,
entalhe suave...
ó dor de fino trato,
achou-me bem triste,
doce tristonho,
tristonho chorei.
embala as lágrimas,
d'uma alma triste,
cujos ombros desistem,
desse mundo pesado...
carrego triste,
doce fatalidade,
doce tristonho,
amarga realidade.
divido o fardo,
espelho rachado,
escuto d'um requiem,
suave tragédia.
deixo esse mundo,
à sua própria morte,
de minha mente choro,
nada me resguarda...
agonizo em vida,
ouço uma marcha,
cruel solidão,
requiem da despedida.
acorde clássico,
de tudo tristonho,
hoje sou apenas tristeza,
apenas tristonho...
doce fatalidade,
crua e nua de todo,
entalhe suave...
ó dor de fino trato,
achou-me bem triste,
doce tristonho,
tristonho chorei.
embala as lágrimas,
d'uma alma triste,
cujos ombros desistem,
desse mundo pesado...
carrego triste,
doce fatalidade,
doce tristonho,
amarga realidade.
divido o fardo,
espelho rachado,
escuto d'um requiem,
suave tragédia.
deixo esse mundo,
à sua própria morte,
de minha mente choro,
nada me resguarda...
agonizo em vida,
ouço uma marcha,
cruel solidão,
requiem da despedida.
acorde clássico,
de tudo tristonho,
hoje sou apenas tristeza,
apenas tristonho...
terça-feira, 18 de outubro de 2011
coringa
falamos pouco,
calamos pouco,
erramos os tempos,
nosso humor é estranho.
talvez todos acham,
todos nós achamos,
vós achais também?
se nem eles se acham...
achamos demais,
não nos comprometemos,
fugimos de querer ser,
queremos apenas viver.
tudo culpa do antes,
meu ontem foi difícil,
sofri e mudei,
e hoje sou idiota.
até pra nos escondermos,
o discurso é montado,
cliché e piegas,
igual a série de tv...
temos pena de você,
que nem se quer se da conta,
que você é esse você,
pena de você sua parte do todo.
da-me seu discurso,
lhe direi seu custo,
previsível assim,
repetitivamente desmotivante.
mas esqueci de me apresentar,
me chamo idéia,
tenho muitos parentes,
somos uma familia rica.
rica e triste,
esquecida por você,
que não sabe que é você,
e acha muito que sabe.
acha,
novamente,
desgaste suspirante,
novamente...
seguirei aqui,
no porão das mentes,
com minha familia espero,
que um dia mais vocês não achem...
calamos pouco,
erramos os tempos,
nosso humor é estranho.
talvez todos acham,
todos nós achamos,
vós achais também?
se nem eles se acham...
achamos demais,
não nos comprometemos,
fugimos de querer ser,
queremos apenas viver.
tudo culpa do antes,
meu ontem foi difícil,
sofri e mudei,
e hoje sou idiota.
até pra nos escondermos,
o discurso é montado,
cliché e piegas,
igual a série de tv...
temos pena de você,
que nem se quer se da conta,
que você é esse você,
pena de você sua parte do todo.
da-me seu discurso,
lhe direi seu custo,
previsível assim,
repetitivamente desmotivante.
mas esqueci de me apresentar,
me chamo idéia,
tenho muitos parentes,
somos uma familia rica.
rica e triste,
esquecida por você,
que não sabe que é você,
e acha muito que sabe.
acha,
novamente,
desgaste suspirante,
novamente...
seguirei aqui,
no porão das mentes,
com minha familia espero,
que um dia mais vocês não achem...
terça-feira, 20 de setembro de 2011
infância
e então em meio a conversa,
senti-me perdido e intruso,
sorri com as maos no bolso,
olhei o chão e calei.
lembrei da infância,
da timidez infantil,
que pouco tinha mudado,
acho que apenas a data.
ainda ontem vi um senhor,
era ele grisalho e frágil,
pisava a calçada fugindo,
brincava de fuga das riscas...
não vi um senhor de fato,
vi apenas uma criança,
algumas primaveras a mais,
desconcertou-se ao me ver.
somos apenas crianças,
mas com responsabilidades,
menos ingenuas,
muito mais mal educadas.
problemas o tempo nos traz,
e o mesmo nos leva o sorrir,
ontem eu ria mais,
viver me entristeceu.
sorrir passa a custar caro,
e a realidade é mesquinha,
metáforas metáforas,
fato é que sorrimos menos.
tavez aquele senhor,
por um momento entendeu,
somos os mesmos de ontem,
apenas um novo contexto.
curvar o mundo no expediente,
mas pedir tudo de balas,
no contexto do mundo adulto,
temos todos falsos bigodes.
viver deve ser uma arte,
ter paz e conseguir sorrir,
pena não ser eu um artista,
apenas um mero observador.
senti-me perdido e intruso,
sorri com as maos no bolso,
olhei o chão e calei.
lembrei da infância,
da timidez infantil,
que pouco tinha mudado,
acho que apenas a data.
ainda ontem vi um senhor,
era ele grisalho e frágil,
pisava a calçada fugindo,
brincava de fuga das riscas...
não vi um senhor de fato,
vi apenas uma criança,
algumas primaveras a mais,
desconcertou-se ao me ver.
somos apenas crianças,
mas com responsabilidades,
menos ingenuas,
muito mais mal educadas.
problemas o tempo nos traz,
e o mesmo nos leva o sorrir,
ontem eu ria mais,
viver me entristeceu.
sorrir passa a custar caro,
e a realidade é mesquinha,
metáforas metáforas,
fato é que sorrimos menos.
tavez aquele senhor,
por um momento entendeu,
somos os mesmos de ontem,
apenas um novo contexto.
curvar o mundo no expediente,
mas pedir tudo de balas,
no contexto do mundo adulto,
temos todos falsos bigodes.
viver deve ser uma arte,
ter paz e conseguir sorrir,
pena não ser eu um artista,
apenas um mero observador.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
insulto
desviam-se os olhares,
retira-se as mãos,
as posturas,
as vontades...
somos mediocres,
acomodados,
insatisfeitos,
infelizes.
a brincadeira do sentir,
a dança do transformar,
a coragem de viver,
conceitos e só.
nossa vida é andar,
andar por um labirinto,
entradas em fundo cego,
contruida por covardes...
cegam-nos o caminho,
de um qualquer objetivo,
com suas paredes vãs,
feitas de inconsequência...
mascaram de nós,
o caminho mais óbvio,
retiram de nós,
o sabor da conquista.
esvai-se o ânimo,
brota a covardia,
seremos mais um,
a criar labirintos...
a maioria é óbvia,
a maioria é poderosa,
a maioria vence,
na maioria vivemos.
da maioria apanhamos,
da maioria aprendemos,
para maioria nos rendemos,
com a maioria morremos...
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
pulsos engrenados
um dia ao ir dormir,
de repente uma denúncia,
do silêncio eu ouvira,
estalar meu coração.
antes já ouvira,
d'um pai sempre calmo,
sempre frio feito pedra,
estalava seu coração!
decidido fiquei,
do doutor logo saber,
que examinando exclamou,
engrenagens aí têm!
e assim confirmei,
a diferença fundamental,
não podia ser normal,
de fato não o era.
era de engrenagens,
disso era meu coração,
com ele não podia amar,
senão malfuncionava...
expurguei,
odiei tal herança,
mas no silêncio percebi,
nada mais eu tinha...
era dele,
meu poder de vida,
mas vinha dele a prisão,
que triste coração.
sofri calado,
toquei o peito,
gemeu as engrenagens,
em sol de solidão.
de repente uma denúncia,
do silêncio eu ouvira,
estalar meu coração.
antes já ouvira,
d'um pai sempre calmo,
sempre frio feito pedra,
estalava seu coração!
decidido fiquei,
do doutor logo saber,
que examinando exclamou,
engrenagens aí têm!
e assim confirmei,
a diferença fundamental,
não podia ser normal,
de fato não o era.
era de engrenagens,
disso era meu coração,
com ele não podia amar,
senão malfuncionava...
expurguei,
odiei tal herança,
mas no silêncio percebi,
nada mais eu tinha...
era dele,
meu poder de vida,
mas vinha dele a prisão,
que triste coração.
sofri calado,
toquei o peito,
gemeu as engrenagens,
em sol de solidão.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
violinos
me pego um dia a ouvir,
ouvir com outros ouvidos,
os benditos violinos,
mal consigo descrever...
que som maravilhoso,
que música suprema,
que me fecha os olhos,
que me leva pra longe...
havia apenas ouvido,
nunca ouvido de fato,
geme tal instrumento,
chora feito lamento.
poderia ouvir,
e ouvir,
e apenas ficar a ouvir,
é perfeito...
ouça um violino,
de olhos fechados,
por favor,
ouça...
geme tal instrumento,
macio e sutil,
como uma linda mulher,
perfeita...
chora feito lamento,
de quem chora de alegria,
de quem chora de dor,
mãe que ganha ou perde o filho...
ouça um violino,
de olhos fechados,
se surgir choro ou arrepio,
ouviste finalmente...
ouvir com outros ouvidos,
os benditos violinos,
mal consigo descrever...
que som maravilhoso,
que música suprema,
que me fecha os olhos,
que me leva pra longe...
havia apenas ouvido,
nunca ouvido de fato,
geme tal instrumento,
chora feito lamento.
poderia ouvir,
e ouvir,
e apenas ficar a ouvir,
é perfeito...
ouça um violino,
de olhos fechados,
por favor,
ouça...
geme tal instrumento,
macio e sutil,
como uma linda mulher,
perfeita...
chora feito lamento,
de quem chora de alegria,
de quem chora de dor,
mãe que ganha ou perde o filho...
ouça um violino,
de olhos fechados,
se surgir choro ou arrepio,
ouviste finalmente...
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