meio-gripado?
meio-molhado?
meio-grávida?
meio-irritado...
de fato meio-termo não existe,
meus dias acham-se apressados,
a impressão é de mal sono,
e é apenas quarta-feira.
quando pisco passou a semana!
estranho complexo da fadiga,
se minhas tarefas aumentam,
meu ano passou ao piscar...
mas e o tempo livre?
rock, blues e uma bebida?
e que tal uma companhia?
todos juntos seria utopía!
fato é que algo falta,
falta é o tal meio-termo!
veja que complexo da fadiga,
meu tempo livre é vazio!
como pode tal idiotice?
explico pois sei bem dizer...
minha rotina virou minha vida.
no tempo livre nada se move.
logicamente ao não se mover,
minha vida também se para,
o motivo é obvio e simples,
chega a ser óbvio demais.
vivemos onde vivemos mais,
a vida virou tarefas,
e a tarefa virou a vida,
óbvio demais...
espero ser possível o rock,
talvez a bebida e o blues,
quem sabe a companhia...
quero mesmo um meio-termo.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
fluxo mo #1
olá você ai sentado!
pare de procurar,
olhe e também veja...
já está encontrado!
feche seus olhos,
aquiete sua mente,
pare de se debater,
deixe-se submeter.
bolha sobre o líquido,
impossivelvelmente real,
do caos da mente humana,
é possível uma anomalia...
a acalmia perfeita,
o espelho d'água interior,
liberte-se do pensar,
pare de se debater.
a liberdade de tudo,
o ser absoluto,
nem que seja em meio,
mas real, meio segundo.
seja esse tempo qualquer,
solte o freio,
pare de se debater,
deixe o pensamento fluir.
ele uma hora terminará,
e nada restará,
e você... ai sentado...
será absoluto e livre..
pare de procurar,
olhe e também veja...
já está encontrado!
feche seus olhos,
aquiete sua mente,
pare de se debater,
deixe-se submeter.
bolha sobre o líquido,
impossivelvelmente real,
do caos da mente humana,
é possível uma anomalia...
a acalmia perfeita,
o espelho d'água interior,
liberte-se do pensar,
pare de se debater.
a liberdade de tudo,
o ser absoluto,
nem que seja em meio,
mas real, meio segundo.
seja esse tempo qualquer,
solte o freio,
pare de se debater,
deixe o pensamento fluir.
ele uma hora terminará,
e nada restará,
e você... ai sentado...
será absoluto e livre..
segunda-feira, 16 de maio de 2011
desdobramento
toca meu despertador,
o ruido melódico é incômodo,
por certo de tanto tocar,
o cansaço já me toma conta.
queria uma conversa reflexiva,
sem pressa, lenço ou documento,
num sol de quase dezembro,
mas meus amigos estão longe...
ao pensar tal pensamento,
me atraso novamente pro dia,
estou sem tempo pra pensar,
para planejar quem ser.
sentado na cama bocejo,
reflito meu vestuário,
ligo o automático e me visto,
o atraso me empurra à pressa.
ao atravessar cada rua travo,
mas apenas mentalmente,
queria sentar ao meio fio,
respirar, olhar o céu, parar...
enquanto ali, pensar em algo,
tipo um amor simples,
daqueles que nasce fácil,
mas em terreno difícil...
que dure o tempo de uma vida,
como um sorriso ou uma gentileza,
que não precisa de um rosto,
apenas de uma alma.
mas então me dou conta,
ainda sonolento e cru,
cheguei no destino diário,
hoje meu dia vai começar sem mim.
o ruido melódico é incômodo,
por certo de tanto tocar,
o cansaço já me toma conta.
queria uma conversa reflexiva,
sem pressa, lenço ou documento,
num sol de quase dezembro,
mas meus amigos estão longe...
ao pensar tal pensamento,
me atraso novamente pro dia,
estou sem tempo pra pensar,
para planejar quem ser.
sentado na cama bocejo,
reflito meu vestuário,
ligo o automático e me visto,
o atraso me empurra à pressa.
ao atravessar cada rua travo,
mas apenas mentalmente,
queria sentar ao meio fio,
respirar, olhar o céu, parar...
enquanto ali, pensar em algo,
tipo um amor simples,
daqueles que nasce fácil,
mas em terreno difícil...
que dure o tempo de uma vida,
como um sorriso ou uma gentileza,
que não precisa de um rosto,
apenas de uma alma.
mas então me dou conta,
ainda sonolento e cru,
cheguei no destino diário,
hoje meu dia vai começar sem mim.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
o artista
como apresentar tal figura?
tão amplo nome da palavra,
veja pelos meus olhos,
espero que acredite...
o artista vê,
o artista pensa,
o artista sofre,
e termina louco...
o artista acredita,
o artista abstrai,
o artista sorri,
mas então se acorda...
o artista sente,
o artista fecha os olhos,
o artista então cria,
abre os olhos e inicia...
o artista é um preso,
o artista cometeu um crime,
o artista percebe demais,
condenado a prisão solidão...
o artista é só,
o artista tem um vazio,
o artista quer ser normal,
não quer ser artista...
compreendidos ou não,
provavelmente não,
todos eles morrerão,
e da vida só restará a arte...
tão amplo nome da palavra,
veja pelos meus olhos,
espero que acredite...
o artista vê,
o artista pensa,
o artista sofre,
e termina louco...
o artista acredita,
o artista abstrai,
o artista sorri,
mas então se acorda...
o artista sente,
o artista fecha os olhos,
o artista então cria,
abre os olhos e inicia...
o artista é um preso,
o artista cometeu um crime,
o artista percebe demais,
condenado a prisão solidão...
o artista é só,
o artista tem um vazio,
o artista quer ser normal,
não quer ser artista...
compreendidos ou não,
provavelmente não,
todos eles morrerão,
e da vida só restará a arte...
sexta-feira, 29 de abril de 2011
ventos
vem da calmaria serena,
a fonte de todas as tormentas,
estampa-se a mesma natureza,
no olhar dos inocêntes.
cursamos na faculdade da vida,
revisamos nossas verdades,
usamos algumas e chutamos outras,
os ventos estão a mudar...
nos sentimos iguais,
mas tão diferentes,
por vezes resta apenas a casca,
no olhar para trás só distância...
como pode o menino virar homem?
um acorde evoluir à música?
é certo que mudam-se os ventos,
mas será em direção qualquer?
dizem que nosso eu é matemático,
nós somado a nosso meio,
só outra forma de falar,
que os ventos mudam-se...
a dúvida é simples demais,
crescemos a mercê dos ventos,
ventos da vida esses que falo,
mas aleatórios ou predestinados?
aleatoriedade implicaria muito,
qual a razão se ninguem é por nós?
destino é palavra de telenovela,
algo estanque não importa o que...
pensei e pensei até me surgir,
resposta singela andou até mim,
sem certo ou errado nem nada assim,
só um feicho feito laço em cetim.
se meninos tornam-se homens,
e acordes tornam-se música.
talvez o vento sopre sem rumo,
mas em um mar de destinos certos.
a fonte de todas as tormentas,
estampa-se a mesma natureza,
no olhar dos inocêntes.
cursamos na faculdade da vida,
revisamos nossas verdades,
usamos algumas e chutamos outras,
os ventos estão a mudar...
nos sentimos iguais,
mas tão diferentes,
por vezes resta apenas a casca,
no olhar para trás só distância...
como pode o menino virar homem?
um acorde evoluir à música?
é certo que mudam-se os ventos,
mas será em direção qualquer?
dizem que nosso eu é matemático,
nós somado a nosso meio,
só outra forma de falar,
que os ventos mudam-se...
a dúvida é simples demais,
crescemos a mercê dos ventos,
ventos da vida esses que falo,
mas aleatórios ou predestinados?
aleatoriedade implicaria muito,
qual a razão se ninguem é por nós?
destino é palavra de telenovela,
algo estanque não importa o que...
pensei e pensei até me surgir,
resposta singela andou até mim,
sem certo ou errado nem nada assim,
só um feicho feito laço em cetim.
se meninos tornam-se homens,
e acordes tornam-se música.
talvez o vento sopre sem rumo,
mas em um mar de destinos certos.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
deguste
"santo deus!
pai amado!
sempre mesma lenga,
que homem enrolado!"
"almoça ligeiro,
come isso quente!
imagine esse homem,
quando não tiver dente!"
sempre escuto e escuto,
hoje irei explicar,
não peço que tornes,
entender já me bastará.
imagines tú com frio,
rigoroso é o inverno,
achaste um belo vinho,
safra de 1983...
a garrafa é única,
foi teu avô que fez,
como a tomarias,
diferente do deguste?
teu frio se esvanecerá,
as lembranças surgirão,
rirás, chorarás, pensarás,
jamáis emborcarás...
agora olhas em tua volta,
imagine algo mais,
algo qualquer,
de preferência algo banal.
imagines ser isto o vinho,
o frio como desejo de tal,
e o degustar como lembranças,
começarás a entender...
a sensação do velho vinho,
existe em todas as coisas,
é tudo de caso pensado,
e não questão de lentidão.
pai amado!
sempre mesma lenga,
que homem enrolado!"
"almoça ligeiro,
come isso quente!
imagine esse homem,
quando não tiver dente!"
sempre escuto e escuto,
hoje irei explicar,
não peço que tornes,
entender já me bastará.
imagines tú com frio,
rigoroso é o inverno,
achaste um belo vinho,
safra de 1983...
a garrafa é única,
foi teu avô que fez,
como a tomarias,
diferente do deguste?
teu frio se esvanecerá,
as lembranças surgirão,
rirás, chorarás, pensarás,
jamáis emborcarás...
agora olhas em tua volta,
imagine algo mais,
algo qualquer,
de preferência algo banal.
imagines ser isto o vinho,
o frio como desejo de tal,
e o degustar como lembranças,
começarás a entender...
a sensação do velho vinho,
existe em todas as coisas,
é tudo de caso pensado,
e não questão de lentidão.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
tchau você!
hoje é madrugada,
madrugada leve,
madrugada de ressaca,
ordinária satisfação.
digo mas não desdigo,
ajudei um próximo,
e o mandei ao longe,
pegue teu rumo e ache teu mundo.
esse meu deixe comigo,
tentarei a vida até a vencer,
pena vós que não iras ver,
o que irei a ele fazer.
arrume a mochila,
e beba tequilla,
fique tranquila,
queira ser como tekilla.
chores sem chorar,
veja o mundo nascer,
sacrifique velhos amigos,
aceite o mundo ceder.
adorei te ter por perto,
dividi e aprendi,
mas amei te saber ao longe,
sonharas, dividirás, aprenderás...
grato pela atenção,
dou tchau sem comoção,
será uma grande figura,
que respeitarei com devoção!
madrugada leve,
madrugada de ressaca,
ordinária satisfação.
digo mas não desdigo,
ajudei um próximo,
e o mandei ao longe,
pegue teu rumo e ache teu mundo.
esse meu deixe comigo,
tentarei a vida até a vencer,
pena vós que não iras ver,
o que irei a ele fazer.
arrume a mochila,
e beba tequilla,
fique tranquila,
queira ser como tekilla.
chores sem chorar,
veja o mundo nascer,
sacrifique velhos amigos,
aceite o mundo ceder.
adorei te ter por perto,
dividi e aprendi,
mas amei te saber ao longe,
sonharas, dividirás, aprenderás...
grato pela atenção,
dou tchau sem comoção,
será uma grande figura,
que respeitarei com devoção!
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